domingo, 30 de maio de 2010

Quando olhei a terra ardendo

E lá estava o velho Borba Gato montado em seu cavalo, o grande desbravador de sertões. Carregava ouro em sacos surrados presos na cela e mantinha seu olho bom fixo no caminho, à procura de indígenas. Parou em um estabelecimento de má fama meia-boca e com dificuldade subiu as escadas do lugar, arrastando sua perna falsa. Pediu um copo de cachassa ao dono, que virou rapidamente. Aquela era sua chance de se isentar das acusações feitas contra ele. Ele tinha que impressionar o Governador com as jazidas!
Resolveu dar a si mesmo uma noite sem preocupações, então acendeu seu cachimbo, virou mais um copo de cachassa e foi para "os fundos" visitar as garotas...

Dedico esse post a Cata, que vai se juntar a mim para filmar o nosso western brasileiro.

sábado, 29 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Indiferença


Quando eu era pequena lembro de ter escrito uma carta para meus pais pedindo desculpas por algo que tinha feito. Provavelmente outra briga com minha irmã. Eles me deixaram de castigo por uma semana. Uma semana sem meus livros, uma semana sem ver TV. É impensável que uma criança de nove anos pudesse ficar sem ver TV e sem ler durante uma semana!
De qualquer forma, escrevi uma carta comovente e muito sincera me desculpando, contando os motivos que me levaram a cometer tal ato, com minha caneta cor vermelha (para ser mais impactante, claro). Também pensei em derramar umas gotas de água para parecer que havia chorado em cima da carta e me mostrar realmente arrependida. Uma vez que a carta ficou pronta, passei ela por debaixo da porta do quarto dos meus pais e voltei para o meu, rezando para que meu plano desse certo. Tinha que dar.
No dia seguinte vou checar se a carta está onde deixei. Não está. Penso que eles devem ter lido e daqui a pouco, quando voltarem para casa irão me desculpar em meio de beijos e abraços. Me conforto com essa ideia, até que, por algum motivo, vou jogar alguma coisa do lixo (provavelmente um Toddynho) e encontro minha carta amassada, como se fosse outra propaganda que vem pelo correio.
Um milhão de coisas poderiam ter acontecido comigo: poderia ter chorado, poderia ter me sentido totalmente arrependida, poderia ter guardado rancor. Mas não. Surpreendentemente (até para mim) não dei a mínima e a única coisa que passou pela minha cabeça foi "Que droga...pelo menos são só mais seis dias."

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pensamentos Aleatórios

Tenho 5867 dias de vida. Nesses dias assisti por volta de 1200 filmes. Passei um sexto da minha vida vendo filmes e pouco me lembro do que aconteceu nos outros cinco sextos.