domingo, 5 de dezembro de 2010

Os 10 Atores Que Mais Aparecem no Cinema

É uma piada interna entre eu e alguns amigos o fato de que alguns atores aparecem na maior diversidade de filmes, dos mais cults aos mais populares. Depois de um tempo reparando nisso, decidi fazer uma lista para homenageá-los.


10. Christopher Plummer
Sua carreira começa em 1953 e tem mais de 180 filmes. Se você nunca viu a cara de Plummer até hoje é porque não deve ter visto muitos filmes. Tá, talvez não tenha visto a cara, mas sem dúvida ouviu sua voz no seu último sucesso, "Up" (2009).

9. Jane Lynch
  
Se tem uma personagem sapata em um filme, as chances dela ser a Jane Lynch são de 80%. "The 40 Year Old Virgin" (2005)? Checa. Micro aparição em "Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events" (2004)? Checa. Terapeuta de Charlie em "Two and a Half Men"? Checa. Algo em "Glee" que eu não sei porque não assisto? Checa.

8. Rufus Sewell
Não importa se ele está partindo o coração da Kate Winslet, ou roubando a mulher do Edward Norton, se o seu orçamento não é dos melhores e você não consegue contratar um Anthony Hopkins contrate o Rufus. Ah! E ele vem com um bônus: sotaque britânico.

7. Helena Bonham-Carter

A musa de Tim Burton é conhecida não só pelos personagens dos filmes de seu marido, mas também pela grande variedade de personagens magrelos e estranhos que aparecem no mercado. E pelos filmes do Harry Potter também.

6. Emma Thompson
Pense em todos os filmes ingleses que você já viu na vida. Agora pense em todos os filmes que não têm a Emma Thompson. Aposto que o número reduziu pela metade.
Desde Nanny McPhee a professora do Harry Potter, de diretora em "An Education" (2009) a mãe em " The Boat That Rocked" (2009) (sério, por que diabos...?). Sem falar nos filmes dos livros da Jane Austen.

5. Bill Murray
Eu tenho a teoria de que se Deus tiver uma cara, ele se parece com Bill Murray. Ele nem fez tantos filmes assim, mas caramba, ele está até em "Charlie's Angels" (2000)! E ele serve café em "Coffee and Cigarettes" (2003).

4. Colin Firth
Um dia você vai na locadora com a família e escolhe uma diversidade de filmes. Você aluga "Shakespeare in Love" (1998), sua irmã aluga "Mamma Mia!" (2008) e seu irmão, "Nanny McPhee" (2005), porque ele é quer ver se a Emma Thompson tá no filme. Os três filmes aparentemente não têm nada em comum, a não ser um cara que se parece seu vizinho, seu primo, seu professor de espanhol e aquele sorveteiro do parque. Não, ele não é um cara que você conhece. Ele é Colin Firth, um dos caras que fazem mais filmes aleatórios do mundo.

3. Jennifer Coolidge
Se você reconhece o rosto de Jennifer Coolidge, você acabou de entregar que gosta de assistir filmes-porcaria. Seu rosto (e peitos) estão em lugares como "Legally Blonde" (2001), "Click" (2006), "American Pie" (1999) e até mesmo "Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events" (2004), o que é muito errado, já que é um filme para crianças. De qualquer forma, para mim Jennifer Coolidge sempre será Amanda, a fake-british amiga da Monica em "Friends".

2. Steve Buscemi
Toda ideia por trás desse post na verdade partiu de um dia que eu estava assistindo "New York Stories" (1989), e de repente leio "Steve Buscemi". Rapidamente ligo para uma amiga para falar "Você não acredita! Steve Buscemi apareceu DE NOVO na minha TV!". Para mim, Buscemi é uma forma de entidade superior por trás dos filmes. Ele é um mendigo em "Big Daddy" (1999) e atendente em "Coffee and Cigarettes" (2003). Ah, e o Mr. Pink em "Reservoir Dogs" (1992). E peralá, não vamos esquecer de sua linda performance nos filmes "Spy Kids". Steve Buscemi está em todo lugar, chega até a ser assustador.

1. Christopher Walken
Agora você quer ver um cara que está em literalmente todo lugar? Christopher Walken. Ele está em tantos lugares que se eu ganhasse 50 centavos por cada vez que eu visse ele em algum filme eu estaria trilhardária. "Pulp Fiction" (1994), "Hairspray" (2007), "Click" (2006) (adivinha com quem?), "Annie Hall" (1977), na música "Hackensack" do Fountains of Wayne e até mesmo num presente de aniversário que eu ganhei. Sinceramente, não me surpreenderia se achasse Chris Walken embaixo da minha cama.

A Saga Cabeluda, parte II

Quem leu a primeira parte da história sabe o quanto eu e meu cabelo nos damos mal.

Desde o último post eu realmente deixei meu cabelo crescer e pintei de loiro. Sim, deu um trabalho dos demônios tirar o preto dele, mas até que deu tudo certo. Meu cabelo foi crescendo e perdendo o corte, então resolvi cortá-lo assim:

Chegando em casa minha primeira surpresa: eu fico horrível de presilha e meus cabelos não são tão lisos. E além disso, passar delineador e lápis juntos me deixaram com cara de "mamãe, quero ser gótica". Foi um corte infeliz, mas não tinha muita escolha.

Enfim, o cabelo cresceu e aí pude estilizá-lo um pouco mais, fazendo coisas até um pouco parecidas com os cabelos de Ingrid Bergman (na medida do possível). Porém ele foi perdendo o corte novamente e pior, foi ficando ruim, ondulado e armado. Juro que tentei manter o mesmo cabelo por mais de seis meses, mas simplesmente não deu.
No outro post eu já tinha comentado que cabelos curtos estavam me atraindo demais e que eu estava quase cortando. Some isso ao fato de que vi muitas meninas cortando os cabelos nos últimos meses e ao fato de ter visto fotos maravilhosas da Cate Blanchett com os cabelos curtinhos. E não vamos esquecer do calor infernal, que foi um ótimo pretexto.

Apresento a vocês meu novo corte, nascido ontem:


Por incrível que pareça estou bem parecida com a Bibi Andersson em "Scener ur ett äktenskap" (1973).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Metonímia


Acho incrível o fato de darmos tanta importância para nossas vidas e os nossos problemas. Cada briga, cada coração partido, cada necessidade financeira é o fim do mundo. Às vezes acho que as pessoas se esquecem do motivo pelo qual elas continuam vivendo e passam a entrar em um estado obsessivo e neurótico.

Outro dia minha avó me disse que era importante sonhar, mas que era muito mais importante você trabalhar em algo que desse grana, se não você não ia sobreviver. Eu respondi "Mas se for pra trabalhar com algo que eu não sinto a menor vontade, então pra quê? Só pra sobreviver? Só pra poder colocar comida no meu prato?". Todos afirmam que nos dias de hoje a gente pode fazer o que bem quiser, mas na verdade as coisas não mudaram. Você ainda é obrigado a escoher uma profissão aos 18 anos, preferencialmente a mesma do seu pai/mãe. Artista não ganha dinheiro, então nem vale a pena investir nisso. Agora, pode ser por causa do meu pessimismo, minha depressão ou simplesmente minha visão distorcida do mundo, mas qual é a graça de viver se você faz tudo mecanicamente, tudo "só por fazer"?

Você acorda, vai para um trabalho que você não gosta, pra ganhar uma merreca de dinheiro e isso continua até você achar alguém meramente interessante, se casar, ter filhos, acordar, ir pra um trabalho que você não gosta. E isso continua até você acordar, ir pra um trabalho que você não gosta, voltar pra casa pra um esposo que você não gosta, filhos que você não se relaciona. O que eu quero dizer é que eu adoraria botar comida na minha mesa todos os dias, mas qual o sentido de ralar pra isso se depois da refeição seu melhor programa for ficar jogado no sofá assistindo pela terceira vez a reprise de "America's Next Top Model"?

E depois de anos se esforçando pra sobreviver, você morre. E você apodrece. E o que sobra? O que você deixou pra trás? Absolutamente nada. A sua vida é tão medíocre para o mundo que no momento que você está morrendo tem gente no mundo inteiro cagando.

Sua vida tá aí pra ocupar espaço. Não é nem pra perpetuar a espécie, já que não precisamos disso. É pra ocupar espaço e comprar coisas. Assim você enriquece algumas pessoas que podem aproveitar a vida com suas posses materiais. E mesmo esses últimos se sentem incompletos.

Tem vezes que fico pensando em quantas fotos de outras pessoas eu devo ter saído no fundo. Eu devo ser figurante em muitas histórias. Mas eu sou protagonista da minha. Eu SOU protagonista da minha história, quer eu queira ou não.

Então por que é que eu vou passar minha vida inteira me fazendo de coadjuvante para os outros?

domingo, 28 de novembro de 2010

(Minhas) Notas sobre o Cinematógrafo

Comemorando minha inauguração como diretora em um curta filmado em 16mm e em honra a Robert Bresson, aqui estão minhas 10 primeiras notas sobre o cinematógrafo para contar para vocês como foi o dia de hoje e para me lembrar de algumas coisas.

1. Com 11 minutos de película dá para fazer muita coisa. Mas também dá pra fazer muita merda. Tudo depende do que vem antes do "câmera rodando!".
2. Só use atores com deficiência auditiva caso você tenha BASTANTE película. Ou caso você seja um diretor muito bom e tenha muito tempo em suas mãos.
3. Cada um deve exercer sua função no set, ou o filme não anda pra frente e irão acontecer muitas brigas. Porém, é sempre bom pedir opinião alheia, especialmente se for um trabalho em grupo, e não um projeto individual.
4. Seja sempre humilde e trate seus atores muito bem. Agradeça a equipe depois da diária.
5. Faça o casting meses antes das filmagens. Escolha seus atores com calma, faça testes e ensaie com eles umas três vezes.
6. Hora do almoço é hora do almoço.
7. Pense no horário que deseja começar a filmar e marque com a equipe duas horas antes para montar o set. E faça as pessoas chegarem na hora.
8. Tenha a organização mais impecável do mundo.
9. Não importa que você esteja trabalhando com pessoas até 70 anos mais velhas que você. Se você se mostrar confiante e profissional, correrá tudo certo.
10. Aproveite o filme que está fazendo. Cada minuto dele. Acredite em sua história e contagie os outros com ela.


Apesar dos pesares, depois do dia de hoje eu realmente não tenho dúvidas de que cinema é o meu lugar. É na agitação e no caos de um set que eu quero estar, sendo entregadora de pizza ou diretora.

sábado, 27 de novembro de 2010

Adios.

Para um novo começo a partir das próximas semanas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Surabaya Johnny

Eu tinha completado dezesseis quando você chegou na cidade. Um viajante, um sedutor, um animal. Sem muito esforço, me convenceu de ir para Burma com você. Perguntei o que fazia da vida e vagamente me respondeu que tinha algum trabalho na ferroviária e que não tinha nada a ver com o mar.

Você falou demais, Johnny, um bando de mentiras. Me traiu pelas costas, Johnny, esse tempo todo. Eu te odeio TANTO, Johnny, e você fica aí rindo. Tira a merda desse cachimbo da sua boca, seu porco!

Na costa asiática todos falavam em seu nome. Diziam que era conhecido por sumir no mar e eu não acreditei. Passamos três meses alegres, um casal de apaixonados. Você dizia para eles que éramos parceiros no crime e para mim que eu era a garota da sua vida. Mas era tudo uma farsa.

Tira a merda desse cachimbo da sua boca, seu rato!

Ninguém é mais maldoso que você, seu animal. Você não queria amor, só dinheiro. Foi embora e me deixou desolada! Você é um desalmado, Johnny. Seu sem coração.

Mas ainda assim...eu te amo demais.



Texto inspirado na música "Surabaya Johnny" de Kurt Weill e Bertolt Brecht

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Nazismo & Eu

Aviso aos leitores antes de começarem a ler: esse é um texto extremamente pessoal, cheio de opiniões e pretensões, sem nenhuma intenção conexão com o fato histórico ou justificativa para minhas palavras. Se isso te incomoda, então que se foda.

Ser judia é algo que sempre fez parte de mim. Nunca questionei nem reclamei. Sempre enchia a boca ao falar "sou judia" e até meus 14 anos nunca vi problema nisso, aliás, sempre me orgulhei das minhas origens. Não que eu seja religiosa, na verdade aqueles que me conhecem sabem que eu sou uma decepção pro judaísmo. Mas sempre achei muito legal o fato de eu ter uma religião, uma religião com histórias, festas e jantares em famílias, diferente das minhas amigas "católicas" que fizeram primeira comunhão mas nunca iam nas missas. Durante toda minha infância, ser judia significava participar de uma comunidade especial, com um passado obscuro e grotesco, mas que já tinha sido superado.

Minha vida inteira ouvi sobre Hitler, sobre a Segunda Guerra Mundial, sobre os campos de concentração, sobre as câmaras de gás. Acho que nunca dei muita bola, pra mim sempre foi história da hora de dormir, coisa de conto de fadas. Não fazia muito sentido na minha cabeça ter um monstro de bigode que quisesse destruir minha família e os amigos deles sem motivo algum. Enfim, o fato de termos sobrevivido só era orgulho maior para meu pequeno ser falar "Minha família sobreviveu à Segunda Guerra Mundial!".

Parece tudo lindo e maravilhoso, mas as coisas começaram a mudar. Quando comecei a estudar para fazer meu bat mitzvah, muitas questões começaram a surgir, inclusive questionando a existência de Deus, o que era algo que nem passava pela minha cabeça até então. Minha sorte é que tive professores ótimos que estavam afim de debater tudo. Aprendi a ler e escrever em hebraico, fiz a cerimônia e nunca estive tão próxima da minha religião quanto naqueles anos.

Bom, alguns anos depois começaram as piadas de judeu e um sentimento de repulsa começou a crescer em mim. Eu não era avarenta! Isso tava tudo errado! E aí comecei a entender um pouco do ódio contra minha religião. Mas nunca tinha caído a ficha completamente até eu sentar em uma mesa na oitava série em que algum imbecil tinha desenhado uma suástica e escrito "Jews must die! Long live A.H.!"
Foram poucas as vezes que eu senti tanto ódio no coração e raiva, misturado com vergonha por ter acontecido na minha própria escola.

Com o tempo entrei na brincadeira. "Roubo" dinheiro dos amigos e hoje em dia é só falar de judeu que meus conhecidos olham pra mim. É desagradável, mas pelo menos tenho uma desculpa para não emprestar dinheiro para uns otários.

Num segundo momento, lembro de estar no começo do museu Yad Vashem em Jerusalém e, ao assistir os discursos de Hitler e ver aquelas bandeiras com suásticas estampadas e a quantidade de livros que eles queimaram, eu senti nojo. Esse sentimento de repulsa e ânsia de vômito que a gente tem quando vê um cara comendo um sanduíche com uma barata dentro. Eu queria cospir, vomitar, mijar em cima daquele homem e de seus discípulos. Acho que é isso que o nazismo representa pra mim: "humanos" que chegam numa condição de vida tão medícore que começam a dar disculpas ridículas para sua condição e cometer atrocidades horrendas contra seus vizinhos.

E sim, eu sou sádica. Sádica a ponto de sequestrar um neonazista e fazer ele inalar meus puns até ele vomitar as tripas dele fora. "Bem vindo a Treblinka, motherfucker!".

 De qualquer forma, escrevi essa baboseira toda para concluír que, se um dia os judeus se revoltarem contra o nazismo, os pogroms, a Igreja, os cruzados, os egípcios e mais o bando de merda que a gente já aturou, e resolver juntar uns "Inglourious Basterds", pode ter certeza que eu serei o Bear Jew. E aqueles malucos vão sofrer na minha mão como eles nunca imaginaram.

Eu avisei que era sádica....

OBS.: Escrevi esse texto pra botar medo nos alemães que visitam o blog (o segundo país que mais tem visitas aqui!). Mentira. Já já faço um post em homenagem aos deutsches que eu tanto adoro.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

(Sem Assunto)

Cara Lola,

são uma 1:21 da manhã, e cá estou, procurando alguém pra me oferecer um pênis por meus pensamentos e você não está aqui. No tédio pintei até minha unha, mas agora decidi ir buscar um uísque. Tá tarde, e eu tenho que acordar cedo amanhã, mas pra variar eu não estou com o menor sono, então resolvi te escrever um email.
A Becca arranjou uma festa pra gente ir no sábado, e eu realmente estou precisando, if you know what I mean. Essa semana foi inútil na escola, e eu errei na prova de matemática por bobeira. Clássico. Esse uísque tá meio forte, acho que vou misturar com coca. Ontem fumei aquele lucky strike que você me deu lá no meu banheiro hahahaha
Meu Deus, não estou falando nada de produtivo nesse email, mas to com vontade de escrever! Hoje o Yan me mandou o vídeo da moça cantando de suspersórios e eu fiquei com vergonha de pedir o filme emprestado! Estou quase decidida a cortar meu cabelo no dia 20, e quero te mostrar os cortes que eu ando pensando. Acho que vou pegar coca-cola pra misturar com esse uísque antes que eu vá pro saco. Hum, bem melhor agora! Não sei mais o que te contar de inútil Lô... Acho que é só isso mesmo. Bom final de viagem e uma boa viagem de volta pra cá!
Estou morrendo de saudades
Cakes

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fisheye 2

Postando aqui algumas das fotos que tirei com minha Fisheye.